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Iansã e Xangô tiveram dois filhos gêmeos. Só que, quando eles ainda eram pequenos, houve uma epidemia que matou muitas crianças do povo, e um dos gêmeos morreu. Os pais ficaram desesperados e Iansã, como é amiga dos Eguns, resolveu pedir sua ajuda. Esculpiu um boneco de madeira igual ao filho que havia morrido, vestiu-o e enfeitou-o como se fosse para uma festa e colocou-o no lugar de honra da casa. Todos os dias ela colocava uma oferenda aos pés da imagem e conversava com ela como se fosse seu filho vivo. Comovidos com seu amor pela criança, os Orixás fizeram a estátua viver e Iansã voltou a ter seus dois filhos.

Outra  lenda conta  que os Ibejis são filhos paridos por Iansã e jogados nas águas. Osun os abraçou e os criou como se fosse seus filhos. Todas as casas de candomblé têm por obrigação cultuá-los e tratá-los bem.
Eles são confundidos por muitos como Orixás malucos, mas na verdade eles são crianças e como tais são muito difíceis de perdoar, pois são muito radicais. Eles exigem que cada um faça as coisas mais certas possíveis, o que faz com que as pessoas os temam.
O seu culto é obrigatório, assim como o de Essú, pois eles comandam as forças positivas das casas de candomblé.
Dizem os mais velhos que só existe uma pessoa feita em Ibeji no Brasil e está na Bahia. Na África os Ibejis são indispensáveis em todos os cultos, sempre. Eles são respeitados como Orixás de frente e estão sempre ao lado dos Orixás como a semente da fruta. Na África não precisa se esperar o dia 27 de setembro para comemorá-los, lá são cultuados no dia-a-dia como qualquer outro Orixá. Eles não perdem grande coisa, seus pedidos são pequenos, pois o mais importante para eles é serem lembrados e cultuados. O que o Orixá faz, os Erês podem desfazer, mas o que os Erês fazem nenhum Orixá desfaz. Eles se consideram os donos da verdade.
Referência Bibliográfica:

 livro "Mural dos Orixás" de Caribé e texto de Jorge Amado - Raízes Artes Gráficas)
e vários sites