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Yewa
é a divindade do rio Yewa. Na Bahia é cultuada somente em três
casas antigas, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais
novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu
ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação
para Yewa , quando na realidade o que foi feito é o que se faz
normalmente para Osun ou Oya.
O desconhecimento começa com as coisas mais simples como a roupa que
veste, as armas e insígnias que segura e os cânticos e danças, isso
quando não diz que Yewa é a mesma coisa que Osun,
Oya e Yemoja.
Corre a lenda entre as
casas antigas da Bahia que cultuam Yewa, que certa vez indo para o
rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a
galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local,
para cima da roupa lavada, tendo Yewa que tornar a lavar.
Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante
haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos
haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Yewa, galinha não
passar nem pela porta. Verger encontrou esse ewo na África e uma
lenda idêntica
Orixá que protege
as virgens e tudo que é inexplorável.
Ewa tem o poder da vidência
Sra. Do céu estrelado rainha dos cosmos. Ela está o lugar onde o homem não
alcança.
Ela é representada pelo raio do sol, pela neve, pela saliva.
Seu símbolo é o ofá dourado, pode também carregar um arpão, uma
espingarda ou uma serpente de metal.
Uma deusa de muitos mistérios, pouco se sabe a seu respeito
Ewá tem como símbolo um Ofá
dourado, ou uma lança ou arpão, e às vezes traz uma pequena espingarda,
eventualmente pode carregar serpente; carrega também uma cabaça de cabo
alongado enfeitada com palha da costa, além é claro,da espada, insígnia
das grandes guerreiras.
As palmeiras com folhas em leque
também simbolizam Ewá - exótica, bela, única e múltipla.
Como se pode notar, Ewá é
considerada a metade mulher de Oxumare, a faixa branca do arco-íris. Na
verdade ela mantém fundamentos em comum com Oxumare, inclusive dançam
juntos, mas não se sabe ao certo se seria a porção feminina, sua esposa
ou filha.
Quando cultuada na nação Ketou, Ewá dança, ilu, hamunha e aguerê, Na cultura
jêje, onde suas
danças são impressionantes, prefere o bravun e o sató e dança
acompanhada de Oxumare, Omolu e Nanã.
Nas festas de Olubajé, Ewá não pode ser esquecida, deve receber seus
sacrifícios, e no banquete não pode faltar uma de suas comidas
favoritas; banana-da-terra frita em azeite.
Seu
maior símbolo..........
ejô (cobra) e
espada.
Suas
plantas.............arrozinho, baronesa (alga ), golfão
Seu dia............................sábado
Sua cor...........................vermelho e branco
Seu metal........................ouro,
prata e cobra
Seus
elementos................fogo.
água
Saudação........................Ri Ro!
RINRÓ.
Domínios:......................chuva. O branco do arco-íris.
Comidas:........................milho com
côco, batata doce, canjiquinha, banana inteira da terra feita em azeite
de dendê com farofa do mesmo azeite.
Animais:........................sabiá
Quizilas..........................aranha, teia de aranha
Características.................agitada, carinhosa, alegre, serviçal, leal, fofoqueira, malcriada,
auto-suficiente.
O que faz :
....................limpa o ambiente, traz harmonia, alegria e beleza.
Riscos
de saúde...............problemas respiratórios e intestinais
Arquétipo
dos filhos:
O
arquétipo de Ewá são o das mulheres belas, tranqüilas e adaptáveis,
mulheres cheias de iniciativa, sensíveis e poéticas. Enfim os filhos de
Ewá adoram ler, mas em relação ao amor só se entregam em absoluto
quando estão loucamente apaixonados.
Seus mudam muito de personalidade assim como o clima, pode mudar
várias vezes ao dia.São encantadores, autoconfiantes e tagarelas,
remexem-se todo o tempo.
Temperamentais e orgulhosos, mesmo errando não dão o braço a torcer.
Adoram ser o centro das atenções.
Tendência a
duplicidade devido a natureza andrógena da deusa, tendência a riqueza, magnetismo,
gostam de jogar, bonitos, gostam de elogios, imediatistas, necessitam de
outros odus para que a ajudam com seu brilho nos processos difíceis.
São apegados a riqueza gostam de roupas bonitas e vistosas. Adoram
elogios e galanteios.
Pessoas vivas e atentas.
Referência Bibliográfica:
livro
"Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia "
Aquarelas de Caribé e Texto de Pierre Verger e Waldeloir do Rego -
Editora Raízes Artes Gráficas - 1980 )(Mitos e Ritos Africanos da Bahia
- Waldeloir do Rego
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