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É
o orixá caçador, que vive nas florestas e nas terras verdes não
cultivadas. Está associado à lua e à noite, por ser o melhor momento
para a caça. Sua técnica consiste em esperar, pacientemente, a preza
aproximar-se para, então, deferir seu tiro certeiro.
Na mitologia yorubana, Odé é filho de Yemonjá e irmão de Ogun, que,
assim como ele, adora a liberdade. É muito confundido com a caçadora
Oxóssi, seu correspondente feminino. Ambos estão relacionados à
fartura, prosperidade e à eterna convivência com a natureza.
Sua principal ferramenta é o ofá (arco) e a flecha, muito utilizados em
sua arte. Acredita-se que esse orixá conhece o segredo do nosso planeta,
pois os dois hemisférios (norte e sul), quando separados, assemelham-se
ao seu arco.
Odé tem como missão trazer caça para todos os povos do mundo. A caça
simboliza o alimento necessário para a sobrevivência das espécies e,
também, a busca de novos caminhos para o desenvolvimento.
Devido à sua principal atividade, Odé permanece muito tempo isolado,
concentrando-se totalmente na tarefa que está desempenhando.
Odé também é reverenciado durante os rituais de colheita e de
fertilização do solo.
Existem várias formas dessa energia das matas, que possuem
características ou qualidades diferentes. Uma delas é o Odé (que tem
uma flecha só), aquele que não pode errar o alvo, pois não terá outra
oportunidade - deve ser perfeito no que faz. Há também os caçadores que
possuem mais de uma flecha, portanto, com mais chances de acertar. Existe
uma qualidade de Odé que, ao invés de flechas, receberam de Oxalá o
raciocínio pleno, usando a força das palavras como sua principal arma.
Oxóssi , está ligado
à terra virgem.Possui muita importância em Kétu, torna-se Alákétu
(Rei do Kétu). É àxèxè (princípio dos princípios) dos descendentes
de Kétu.
Os
Oge (chifres de touro) fazem a comunicação entre o Aiyé e Orún,
chamados de : Olugboohun - o senhor escuta a minha voz.
Ìrùkèrè (Èrùkèrè)
- espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro, presos em um couro
duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro fino, ornado com
contas e cauris (búzios). É um dos principais instrumentos dos
caçadores e detém poderes sobrenaturais. Na África nem um caçador, se
aventuraria, a ir à floresta sem seu ìrùkèrè. É preparado com pós e
remédios de diversos tipos, assim como folhas e fragmentos triturados dos
animais sacrificados. Antes de serem presas, as raízes dos pelos devem
durante algum tempo, ficar imerso num pote com uma combinação de
elementos que constituem um axé especial, que lhe conferirá suas
atribuições necessárias.
Os pelos do rabo - parte posterior (poente) - representam os
ancestrais, espíritos de animais e de todo tipo de espírito da floresta.
Deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogun, Odé é também
parte dos orixás masculinos cujos princípios também são feitos de
ferro. Alegre, jovial, expansivo e irrequieto, tem enorme popularidade na
Bahia onde também é conhecido pelo nome de Oxóssi (Òxòósi).
Na África teria sido o irmão caçula ou filho de Ogun, com
importância, como protetor dos caçadores; na medicina, pois os
caçadores passam grande parte de tempo em contato com Ossain na floresta,
divindade das folhas terapêuticas e litúrgicas, e, aprendem com ele
parte do seu poder; na ordem social, pois em suas caças e expedições,
descobre lugar favorável à instalação de uma nova roça ou de um
vilarejo, tonando-se assim o primeiro ocupante do lugar e senhor da terra
onílè, com autoridade sobre os habitantes que venham a se instalar
posteriormente; de ordem administrativa e policial, pois antigamente os
caçadores odé, eram os únicos a possuir armas nos vilarejos, servindo
também de guardas-noturnos òxó.
O culto de Oxóssi encontra-se quase extinto na África mas
bastante difundido no Novo mundo, tanto em Cuba como no Brasil, pois seus
iniciados foram vendidos como escravos para esses países; Eles trouxeram
consigo o conhecimento do ritual. Suas cores são azul esverdeado, seu
símbolo, o ofá, um arco e flecha em ferro forjado (hoje, outros metais)
e o erukere , insígnia de dignidade dos reis da África e que lembra ele
ter sido rei de Kêto.
Seu maior
símbolo...................arco
e flecha em ferro forjado
Seu dia.....................................quinta-feira
Sua cor.....................................azul claro
Sua fruta..................................cacau e obi
Seu mineral..............................cobre e esmeralda
Saudação..................................Odé
Koke, Oke Arô "Okê"
Assentamento..........................arco com flecha de ferro
Flor...........................................todos os tipos
Comida
seca............................asoso
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Arquétipo dos
filhos:
A
solidão é a principal características dos filhos desse orixá, tendo a
noite como grande companheira. São amantes da liberdade, tendo uma forte
necessidade de independência e de rompimento de laços.
O
isolamento, como fonte de prazer, vem do seu interesse por atividades que
exigem concentração e silêncio. Gostam de ficar calados, como grandes
observadores que são.
Os
filhos de Odé são muito reservados; portanto, não se dão bem em
trabalhos de equipe.Apresentam dificuldade em se comunicar, cansando-se
facilmente das pessoas.São de natureza nervosa, motivo que os leva a se
envolverem em discussões e encrencas.
A
determinação e a paciência para aguardar o momento certo de agir, fazem
parte da sua personalidade.
São
joviais, rápidos e espertos, sempre com um olhar atento e vivo. Possuem
um corpo esguio, sendo geralmente magros e pouco musculosos. Suas mãos são
delgadas e finas.
Movimentam-se
quase que flutuando, com muita leveza no andar.
É
um orixá de pessoas presas ao cotidiano e de homens comuns, que não
sonham muito.
Alguns
filhos desse orixá possuem muita criatividade e dons artísticos
São
pessoas espertas, rápidas, sempre alerta e em movimento. São pessoas
cheias de iniciativas, têm senso de responsabilidade e cuidadosos
com a família.
São
generosos hospitaleiros e amigos da ordem têm uma vida doméstica
harmoniosa e calma.
Referência Bibliográfica:
VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa
e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997.
VERGER, Pierre;
Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999.
e vários sites
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