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Xangô
nasce do poder e morre em nome do poder. Rei absoluto, forte e imbatível.
O seu prazer é o poder Xangô é o rei entre todos os Orixás. É
um Orixá de fogo. Por sua origem real, Xangô é o Santo da
Justiça, castigando com o raio. Ele é também conquistador; possui as três
esposas: Oba a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e
por quem Xangô se apaixona e faz com que ela o abandone ; e Iansã.
Esposa dedicada e forte guerreira, que precede o marido nas batalhas e,
por ser dona do raio, deu o fogo a seu amado Xangô comandando as forças
da natureza que se caracterizam pela violência: o trovão, o raio (o fogo
sobrenatural do céu), atira pedras do céu. Destacando-se pela sua
valentia e liderança castiga mentirosos, infratores e ladrões. Por isso
a morte pelo raio é considerada infame, assim como uma casa atingida por
uma descarga elétrica é tida como marcada pela ira de Xangô..
Xangô tem pavor da morte e.
Na África sob seus aspectos, histórico e divino.
A filha de Elempe, rei dos Tapás, que havia firmado
uma aliança com Oranian. Xangô cresceu no país de sua mãe, indo
instalar-se mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os habitantes não o
aceitaram pelo seu caráter violento e imperioso; mas ele conseguiu,
finalmente, impor-se por sua força. Em seguida, acompanhado pelo seu
povo, dirigiu-se para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome
de Kossô. Conservou, assim, seu título de Obá Kòso, que, com o passar
do tempo, veio a fazer parte de seus oríkì.
Xangô, no seu aspecto divino, permanece filho de
Oranian, divinizado porém, tendo Yamase como mãe e três divindades como
esposas: Oyá, Oxum e Obá.
Xangô é o irmão mais jovem, não somente de Dadá-Ajaká como também
de Obaluaiyè. Entretanto, ao que parece, não são os vínculos de
parentesco que permitem explicar a ligação entre ambos, mas sua origem
comum em Tapá, lugar onde Obaluaiyè seria mais antigo que Xangô , e,
por deferência para com o mais velho, em certas cidades como Seketê e
Ifanhim são sempre feitas oferendas a Obaluayiè na véspera da celebração
das cerimônias para Xangô.
Xangô, é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos,
os ladrões e os malfeitores, razão do que de sobra, para ser denominado,
deus da justiça.
Os èdùn àrá (pedras de raio - na verdade, pedras neolíticas em forma
de machado), são consideradas emanações de Xangô, e são colocadas
sobre um odó - pilão de madeira esculpida -, consagrado à Xangô. Seu símbolo
é oxé - machado de duas lâminas - lembra o símbolo de Zeus em Creta.
Esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo
sobre a cabeça; este fogo é, ao memso tempo, o duplo machado e lembra,
de certa forma, a cerimônia chamada ajere, na qual os iniciados de Xangô
devem carregar na cabeça uma vasilha cheia de furos, dentro da qual
queima um fogo vivo; e, em uma outra cerimônia, chamada àkàrà, durante
a qual engolem mechas de algodão embebidas em azeite de dendê em combustão.
É uma referência à lenda, segundo a qual Xangô tinha o poder de
escarrar fogo graças a um talismã que ele pedira à Oyá buscar no
território bariba.
Seu
maior símbolo..........machado de lâmina dupla(oxé); meteorito.
Suas
plantas...................folha de
Xangô (comigo-ninguém-pode ), quiabo, cambará, sabugueiro.
Seu dia...........................segunda-feira
quarta-feira
Sua cor...........................vermelho e
branco
Seu mineral.....................aço
Seus
elementos................fogo.
fogo.
Saudação........................Caô Cabiecilê!
Domínios:......................o fogo celeste: raio, trovão, meteorito.
Comidas:........................amalá, rabada, zorô, bobó, milho assado. Fruta de conde.
Animais:........................jabuti
Quizilas..........................doença e morte
Características.................autoritário, severo, justiceiro, líder maduro; egocêntrico, mandão.
O que faz : ....................corrige injustiças, protege contra catástrofes.
Riscos
de saúde...............hipertensão e suas
conseqüências; nevralgias e tensão.
Arquétipo
dos filhos:
"São pessoas voluntariosas e enérgicas, altivas e conscientes de sua importância
real ou suposta. Das pessoas que podem ser grandes senhores, corteses, mas
que não toleram a menor contradição, e, nesses sensíveis ao charme do
sexo oposto e que conduzem com tato e encanto no decurso das reuniões
sociais, mas que podem perder o controle e ultrapassar os limites da
decência. Enfim, o arquétipo de Xangô é aquele das pessoas que possuem
um elevado sentido da própria dignidade e das suas obrigações, o que as
leva a se comportarem com um misto de severidade e benevolência, segundo o
humor do momento, mas sabendo guardar, geralmente, um profundo e constante
sentimento de justiça".
Referência Bibliográfica:
VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa
e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997.
VERGER, Pierre;
Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999.
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