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Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: "- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre.
Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ),
muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo,junto
com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito
fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos
raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direção à
cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e
viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os
pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e
os 4 se tornaram Orixás

Sango, filho de Obatalá, era um jovem
rebelde e vez por outra saía pelo mundo botando fogo pela boca, queimando
cidades e fazendo arruaça. Seu pai, Obatalá, era informado de seus atos,
recebendo queixas de todas as partes da terra. Obatalá alegava que seu filho
era como era por não haver sido criado junto dele, mas que, algum dia,
conseguiria dominá-lo.
Certo dia, estando Sango na casa de Obá, deixou seu cavalo branco amarrado
junto à porta da casa. Obatalá e Odudua passaram por lá, viram o animal de
Sango, e o levaram com eles. Ao sair, Sango percebeu o roubo e enfurecido saiu
em busca do animal, perguntando aqui e acolá. Chegando a uma vila próxima
dali, informaram-lhe que dois velhos estavam levando consigo seu animal, o que
deixou Sango ainda mais colérico. Sango alcançou os dois velhos e ao
tentar agredi-los percebeu que eram Obatalá e Odudua. Obatalá levantou seu
opaxorô (cajado) e ordenou: "Sangò kunlé, foribalé". Sango
desarmado atirou-se ao chão em total submissão à Obatalá.
Sango tinha consigo seu colar de contas vermelhas, que Obatalá arrebentou e
misturou a elas suas contas brancas dizendo: "Isto é para que toda a terra
saiba que você é meu filho".
Daquele dia em diante Sango submeteu-se às ordens do velho rei.

Òrìsà do Amor, Mágia e da Beleza !
Osun era filha de Orunmilá. Um dia casou-se com Sango, indo viver em seu palácio.
Logo Sango percebeu o desinteresse de Osun pelos afazeres domésticos, pois a
rainha vivia preocupada com suas jóias e caprichos.
Aborrecido, Sango mandou prendê-la numa torre, sentindo-se livre novamente. Esú,
vendo a situação de Osun correu e contou a seu pai Orunmilá que, fazendo
deste seu mensageiro, entregou-lhe um pó mágico que deveria ser soprado sobre
Osun.
Esú, que se transforma no que quer, chegou ao alto da torre e soprou o pó
sobre Osun que, no mesmo instante, transformou-se num lindo pombo chamado Adabá,
ganhando a liberdade e voltando à casa paterna.
Referência Bibliográfica:
VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa
e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997.
VERGER, Pierre;
Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999.
e vários sites